Jorge Enrique Jerez Belisario,
Granma (16/02/2026),

Com poucos anos de idade, quando a vida ainda é promessa e não certeza, Juan Almeida Bosque soube ouvir o chamado de sua terra para vencer ou morrer.
Foi cedo um soldado da pátria e chegou até ela a bordo do iate insigne que foi anúncio de liberdade. Depois, guerrilheiro temerário; mais tarde, estrategista militar. Não houve dificuldade que o fizesse recuar, nem responsabilidade que não assumisse com exemplaridade e nobreza.
Em Almeida, o Comandante, também habitava a arte. O delicado som de suas canções, a alegria da música, o constante flerte com a criação o mostraram como um dos revolucionários mais completos de seu tempo.
Hoje, em seu 99º aniversário, o convite é a recordá-lo. Mas não como quem folheia um álbum de fotografias antigas, e sim como quem busca forças para novas missões. Exemplos como o dele jamais perecem.
É preciso pensar nele sempre que a tarefa parecer grande demais, quando for necessário reafirmar a fidelidade a esta obra que não deixa ninguém desamparado. Essa certeza nasceu nele naquela noite inesquecível em que Fidel ordenou parar o iate e arriscar tudo pela vida de um homem. Ali, Almeida compreendeu que a causa eram os outros.
Quando forem necessárias forças, paradigmas e sonhos para ir em busca de outros, é preciso recordar Almeida. Quando o caminho se tornar mais difícil, quando o cansaço tentar se impor e um coro anexionista convocar ao desânimo; então, desde a Sierra, desde a história, desde todas as trincheiras, ressoará a voz viril de Almeida: “Aqui ninguém se rende!”.




