União de Escritores e Artistas de Cuba (UNEAC),
Granma (16/02/2026),
A União de Escritores e Artistas de Cuba (UNEAC) convocou todos os intelectuais e criadores do mundo a se mobilizarem em defesa da causa cubana.
Como definiu Martí em 1895, ao escrever sobre nosso dever na América: “Quem se levanta hoje por Cuba, levanta-se para todos os tempos”, diz o texto, que foi compartilhado nesta segunda-feira pelo influente jornal mexicano La Jornada , e que pode ser subscrito escrevendo ao e-mail oficina.presidencia@uneac.co.cu , com o assunto: Cuba não é uma ameaça.
A Ilha “resiste e resistirá esta agressão desumana, mas conta com a solidariedade ativa de todos os homens e mulheres honestos, humanistas e de boa vontade do mundo. Trata-se de impedir um ato genocida e salvar um povo heroico cujo único ‘delito e ameaça’ foi defender sua soberania”, assegura o documento.
“Cuba nunca agrediu nenhuma nação. Cuba exerce a solidariedade internacional mesmo em condições de bloqueio extremo. Estar com Cuba hoje é defender a paz e o direito de todos os povos, por menores que sejam, ao pleno exercício de sua soberania”.
O chamado explica que o país lutou durante séculos, primeiro para conquistar sua independência e depois para defendê-la até as últimas consequências. Tamanha resistência diante do império mais poderoso e predador da história humana foi possível graças ao alto sacrifício de seu povo. A resistência consciente de quem vive no arquipélago se deve a convicções e razões aprendidas há muito tempo.
“José Martí, o grande poeta e patriota, definiu em 1894 nosso nobre destino: ‘No equilíbrio da América estão as Antilhas, que seriam, se escravas, mero pontão de guerra de uma república imperial’.”
A maior riqueza de Cuba está em seu povo. Não possuímos reservas de petróleo nem outros recursos naturais altamente cobiçados, mas desenvolvemos um capital humano capaz de moldar a resiliência a partir da criatividade e do conhecimento.”
Cuba não promove o terrorismo, embora tenhamos sido vítimas dele. Amamos a paz indissoluvelmente ligada à nossa independência. Sempre desejamos construir uma sociedade justa e solidária. Eliminamos o analfabetismo e reduzimos a mortalidade infantil e materna a níveis semelhantes aos do primeiro mundo. Enviamos médicos e professores a outras nações, enquanto outros apenas lançam bombas.
Criamos vacinas que são distribuídas gratuitamente. Promovemos o esporte como direito do povo e somos o país de língua espanhola que conquistou o maior número de medalhas na história dos Jogos Olímpicos.
Contamos com um amplo sistema gratuito de escolas de arte, onde foram formados dançarinos, atores, pintores, cineastas, músicos… muitos de origem humilde, que geraram um poderoso movimento artístico reconhecido internacionalmente.
Desde o triunfo revolucionário de 1959, aspiramos alcançar o mais alto nível cultural para nosso povo. Fidel nos provou que era possível eliminar o analfabetismo e que deveríamos lutar para erradicar, com um conjunto de leis e vigilância ativa, o racismo e a discriminação em todas as suas formas. Avançamos na integração e na defesa dos direitos das mulheres, que hoje são parlamentares, dirigentes e profissionais em igualdade de condições com os homens.
Aprovamos um avançado Código das Famílias que protege o amor em suas diversas formas de existir.
Apesar do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos desde 1962, endurecido sucessivamente até a asfixia implementada pelo atual governo estadunidense, não renunciamos aos nossos sonhos de prosperidade, justiça e paz.
A resistência nos custa e impõe grandes sacrifícios ao nosso povo todos os dias e significa enfrentar com estoicismo a crueldade das medidas extraterritoriais do governo dos Estados Unidos.
O império afirma que Cuba representa uma ameaça à sua segurança nacional, o que é ridículo e inverossímil. Decretou um bloqueio petrolífero, com a consequente paralisação de hospitais, escolas, indústrias e do transporte. Tentam impedir nossos médicos de salvar vidas; procuram paralisar nosso sistema de ensino gratuito e universal, nos lançar na fome, na falta de energia para garantir o acesso à água potável e ao preparo dos alimentos; enfim, propõem-se a apagar lenta e cruelmente um país”.